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21 de fevereiro de 2008

Foto daqui


Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
(Vinícius de Moraes)

Poesia daqui

29 de janeiro de 2008

Sapatos azuis / Blue shoes


Então pintei de azul os meus sapatos

por não poder de azul pintar as ruas,

Depois, vesti meus gestos insensatos

e colori as minhas mãos e as tuas.
(Carlos Pena Filho)

Hoje só vim deixar uma poesia. Estou fazendo mudanças em casa e estou muito cansada. Nem tive tempo algum de pegar numa cria hoje. Beijos e boa noite.Até amanhã, se Deus quiser. E Ele quer! :)



10 de dezembro de 2007





Lindo!!!!!!!!!!!!!!!!! Poesia pura!!!!
Este vídeo foi o ganhador de um concurso internacional do Youtube, disputado por 3.500 vídeos.

23 de novembro de 2007


Terminei de ler hoje. 13 dias exatos. Recomendo! É bom demais, é ótimo, é uma poesia em forma de romance, é uma viagem à Alemanha da II Guerra, é um "tète a tète" com a morte, os personagens são todos inesquecíveis, mas a Liesel Meminger, a amenina que roubava livros de tanto amor às palavras, é para sempre.
"Era uma vez um homemzinho estranho que decidiu três detalhes importantes sobre sua vida:
1. Ele repartiria o cabelo do lado contrário ao de todas as outras pessoas.
2. Criaria para si mesmo um bigode pequeno e esquisito.
3. Um dia, ele dominaria o mundo."
Só não sabia como, mas o dominou com palavras... "Os seres humanos me assombram", como disse a Dona Morte à Liesel. A mim também, Dona...Me assustam, confundem e assombram.

4 de novembro de 2007

Cora Coralina pra fechar o domingo.

Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada
de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera das obscuras!
Cora Coralina

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